domingo, 18 de dezembro de 2011

Em 16 minutos, Messi despedaça ilusão do Santos de um semestre




Tossiro Neto, enviado especial
Yokohama (Japão)

O cronômetro marcava 16 minutos de bola rolando neste domingo quando o argentino Lionel Messi encobriu o goleiro Rafael, movimentou o marcador do Estádio Internacional Yokohama pela primeira vez e destruiu o sonho do Santos, iniciado após a conquista da Copa Libertadores, em junho, de ser campeão mundial pela terceira vez na história.

Esse foi apenas o primeiro dos quatro gols da vitória do Barcelona naquele que vinha sendo considerado ate então o duelo dos sonhos. Comandado pelo camisa 10, o time azul-grená construiu o triunfo muito rapidamente, antes mesmo do intervalo, depois de ficar com a bola nos pés por 73% do tempo na etapa inicial, de acordo com números da Fifa.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Bruno Rodrigo bem que tentou detê-lo, mas Messi precisou de apenas 16 minutos para fazer o primeiro

Afora de ter aberto o placar, Messi participou da jogada dos dois gols seguintes e também marcou o último. No segundo, foi dele o passe para Xavi bater da meia-lua no canto esquerdo de Rafael. Já no terceiro, ele ganhou disputa com Bruno Rodrigo e tocou de calcanhar para Daniel Alves cruzar para a área. A bola acabou sobrando para Fábregas, sozinho, empurrar à rede. Por fim, já na etapa complementar, ele foi acionado na grande área, driblou Rafael e fechou a conta.

Ao contrário do que ocorreu na estreia diante do Al-Sadd, na qual inclusive exagerou nos erros de passe, o argentino provou mais uma vez o motivo de ser um dos favoritos na eleição de melhor jogador do mundo: além do gol e das assistências, não se intimidou com insulto da torcida, tapinha íntimo de Elano e as entradas de Edu Dracena. De tão bem em campo, ouviu até pedido de Rafael para não exagerar depois de nova tentativa de encobri-lo.

Já Neymar, principal esperança do Santos, pouco fez, destacando-se chance perdida semelhante à que Messi aproveitou e ainda uma 'espirrada de taco' em arremate de longa distância. Contudo, como o santista dizia nos últimos meses, não se trataria de duelo particular entre ele e Messi, mas sim entre os clubes. E inegavelmente também no retrospecto coletivo, o Barcelona se saiu melhor.

*Gazetaesportiva.net

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