
Em volume de água armazenado, o Ceará lidera com 5 bilhões de m³, seguido pelo Rio Grande do Norte com 999,5 milhões de m³; o Piauí com 484 milhões de m³; a Paraíba com 624 milhões de m³ e o Maranhão com 480 milhões de m³. A Bahia tem em estoque 471 milhões de m³; Pernambuco 226 milhões de m³; Alagoas 24 milhões de m³ e Minas Gerais com 2 milhões de m³.
O chefe do Serviço de Monitoramento dos Reservatórios do Dnocs, André Mavignier, observa que as chuvas da pré-estação até agora não garantiram nem uma pequena recarga dos açudes. Segundo ele, a situação no Ceará, que depende exclusivamente dos açudes, não é boa. Como exemplo, cita que o açude Castanhão está com menor nível desde que encheu em janeiro de 2004, hoje com 2,6 bilhões - 39 por cento da sua capacidade.
A queda do nível em 58 açudes do Nordeste já chegou ao que é considerado volume morto. O maior número nesta situação - 17 reservatórios - fica no Ceará; 15 estão no Rio Grande do Norte; 10 na Paraíba; 6 no Piauí; 4 em Sergipe; 3 em Minas Gerais e 1 em Alagoas, Bahia e Pernambuco.
Um dos açudes do Ceará em volume morto é o Pentecoste, no município de mesmo nome, que conserva apenas 5% da sua capacidade de 360 milhões de m³. A situação verificada no açude Pentecoste é pior do que a registrada nas secas de 1979 a 1983; de 1992 e 1999, assinala André Mavignier. "Os açudes precisam de uma quadra chuvosa que possibilite recarga e chuvas para o pasto e a agricultura", disse ele.
Na região Sul do Ceará, o açude Umari conserva apenas 7% da sua capacidade de 28,7 milhões m³. É o nível mais baixo de acumulação desde 1992. "A esperança é que comece a chover mais pesado no Ceará", afirma André Mavignier, que aguarda o anúncio da estação chuvosa de 2014 agendado para a amanhã (dia 21 de janeiro), pela Funceme, às 18h, no Hotel Luzeiros.
Na bacia do rio Curu o açude General Sampaio, de 30 milhões de m³, conserva apenas 9 por cento da capacidade; o açude Farias de Sousa, de 12 milhões de m³, está com 2 por cento do estoque e o Tejussuoca, de 28 milhões de m³, mantém 4 por cento da reserva. Foi reduzido a 1 por cento do estoque de água do açude Trici, de 16,5 milhões de m³, e o Várzea do Boi, de 51,9 milhões, também baixou para 1 por cento. Ambos ficam na bacia do Alto Jaguaribe, onde o Orós mantém 50% do estoque, hoje com 970 milhões de m³; o Banabuiú está com 54 por cento - 380 milhões de m³ - e, o Trussu permanece com 179 milhões de m³ - 60 por cento da capacidade. Na bacia do Banabuiú, o açude Quixeramobim conserva 34,8 milhões de m³, 65 por cento da capacidade.
Gazeta do Oeste
Nenhum comentário:
Postar um comentário