terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Cesta básica sobe em 15 capitais


São Paulo (AE e ABr) - O preço médio da cesta básica caiu em janeiro, na comparação com dezembro, em apenas duas das 17 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Conforme a Pesquisa Nacional de Cesta Básica, divulgada ontem pela instituição, recuos de preços da cesta foram apurados apenas em Porto Alegre (-0,81%) e Vitória (-1,54%). Natal, por sua vez, foi a capital a registrar a menor alta de preço da cesta básica em janeiro: 0,60%.

Em sete das capitais pesquisadas, houve aumento nos preços superior a 3%: Brasília (4,72%), João Pessoa (3,90%), Florianópolis (3,51%), Rio de Janeiro (3,35%), Recife (3,32%), Curitiba (3,17%) e Aracaju (3,11%). Na sequência, aparecem São Paulo (2,98%), Salvador (2,58%), Belém (2,06%), Goiânia (1,67%), Belo Horizonte (1,54%), Fortaleza (1,32%) e Manaus (1,07%).

O maior valor total da cesta básica foi encontrado na capital paulista, onde foi necessário desembolsar R$ 285,54. Em seguida, aparecem Porto Alegre, com custo de R$ 274,63; Rio de Janeiro, R$ 271,71; Florianópolis, R$ 271,64 e Vitória, R$ 271,16. Os menores preços foram registrados em Aracaju (R$ 187,88), João Pessoa (R$ 212,18) e Natal (R$ 213,63).

No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, somente em Natal (-4,88%) houve queda. Os maiores aumentos ocorreram em Florianópolis (10,16%), Belo Horizonte (9,81%) e São Paulo (9,30%). Em nenhuma das capitais pesquisadas a alta anual dos preços dos gêneros essenciais foi maior do que o reajuste aplicado para o salário mínimo, de 14,13%.

Entre os alimentos pesquisados, a carne registrou, em janeiro, alta nos preços em relação a dezembro em nove localidades e queda em oito. O tomate, produto cujo preço é sujeito a oscilações por ser uma cultura sensível às alterações climáticas, subiu em 14 localidades. O café apresentou alta em 13 capitais e o arroz em 11. Dez cidades registraram alta no preço do pão. O açúcar destacou-se como o produto que apresentou predomínio de retração nos preços, comportamento apurado em 13 capitais.

Segundo o Dieese, os preços dos itens essenciais tiveram alta bastante generalizada em janeiro, devido à ocorrência de chuvas intensas em boa parte do país, particularmente no Sudeste. Além de ter afetado a produção, as chuvas destruíram trechos de estradas e pontes, dificultando o escoamento dos produtos, o que impactou nos preços. Outro fator que influenciou os preços foi o período de seca prolongada pelo qual passou a Região Sul, com a consequente quebra na produção de grãos.

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